O mercado de trabalho e seus “profissionais”

Trabalho com publicidade há cinco anos – sim, também acho que é pouco – e nesse período passei por quarto empresas, sendo três agências de publicidade. Já tive que lidar com gerentes, diretores, médicos das mais variadas especialidades nos tempos de Fleury, analistas, estagiários, enfim, ótimos profissionais, e claro, outros nem tanto, pessoas mais novas e mais velhas, ou melhor, mais experientes, e a melhor parte de conhecer tantas pessoas é que da pra aprender muito com cada uma delas. No caso dos mais novos, da até pra ajudá-los com algumas dicas, principalmente os estagiários, que geralmente são afoitos e pouco paciêntes.

Na minha curta carreira, passei de analista a gerente de projetos em pouco tempo, com uma passagem rápida em coordenação de operações, mas tudo isso foi a base de muito esforço e um bocado de sorte. Mas voltando aos profissionais que encontrei pelo caminho, acabei fazendo ótimos amigos, conhecendo ótimos profissionais e aprendendo a lidar com os mais variados perfis, desde o mais comprometido ao mais relaxado, mas na hora que precisamos de um bom profissional eles simplesmente não estão disponíveis.

O mercado publicitário digital está aquecido – isso é fato – e com certa frequência surgem oportunidades para os mais variados perfis nas mais variadas colocações. Os contatos são importantes nesses momentos, mas e quando eles não tem ninguém pra indicar? A realidade é que muitas pessoas acabam com status de persona non grata devido a erros cometidos em empregos anteriores, e nesses casos, mesmo se for um amigo, dificilmente as pessoas indicariam. Por outro lado, esse aquecimento do mercado também é bom para os profissionais que buscam melhores colocações. Um dado interessante que li esses dias na internet relata que quase a metade dos brasileiros trabalham até onze horas por dia, os publicitários que o digam, já que nas agências é comum a famosa pizza da madrugada. Isso está certo? A eficiência do profissional deve ser medida em horas tabalhadas? Hum… Talvez não.

Todo esse movimento acaba resultando em profissionais não tão profissionais assim, já que a mão de obra exigida muitas vezes não requer tanto intelecto, isso ocasiona uma invasão de jovens sem experiência – leia-se responsabilidade – e sem a necessidade de garantir o emprego, já que a oferta é grande. O resultado dessa bola de neve são os trabalhos com menor qualidade, com prazos diminutos, baixo lucro e por aí vai. O texto já está enorme e eu poderia escrever muito mais sobre esse tema, mas vou parar por aqui, afinal, só tenho cinco anos de experiência…

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Um pensamento sobre “O mercado de trabalho e seus “profissionais”

  1. Thais Sicchieri disse:

    Concordo totalmente… trabalhamos cada vez mais… ganhamos cada vez menos para a qtidade de trabalho que executamos… e essa nova geração de profissionais realmente é “diferente”, pra não dizer outra coisa.

    OBS: neva no seu blog?!?!? adorei…

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