A voz da experiência

Uma igreja, sol, um padre e alguns personagens “santificados”. Jovens, idosos, senhores e senhoras de meia idade, bebês, eu. O cenário de uma missa de sétimo dia que, apesar de ser um momento de dor, parecia transmitir paz e tranqüilidade aos presentes. O cenário parecia perfeito para uma despedida, e assim foi.

Alguns mais emocionados, outros mais contidos, amigos, familiares, conhecidos. Todos se misturavam em um sentimento que parecia ser comum aos presentes, mas que até agora não sei distinguir qual era. Paz? Alívio? Tristeza?

Em determinado momento um dos “santificados” subiu ao altar, devia ter uns 65 anos, mais velho que o padre. Os cabelos brancos como sua roupa não escondiam que se tratava de um homem vivido. Com a bíblia na mão o homem se dirigiu ao microfone e proferiu algumas palavras, sua voz era tranqüila e frágil. Apesar disso, passava calma e parecia acolher os que mais sofriam, mas não apenas eles. Eu mesmo me senti acolhido pela voz daquele senhor.

Por um momento comecei a imaginar como teria sido a vida daquele homem, imaginava as historias e experiências que ele devia ter para contar. Será que ele tem família? Filhos? Netos? Não sei, mas o que me marcou, mais do que qualquer momento daquela missa, foi a voz daquele senhor, que transbordava experiência.

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