A volta.

Com medo, mas voltei.

Quem me acompanha há anos sabe que gosto de escrever, muitas vezes tenho muito à dizer mas o texto não sai, outras tantas, de pouco sai muito. Gosto de expor minhas ideias, alguns pensamentos, opiniões e, no fim das contas, acredito que aqui seja o lugar mais apropriado para isso, depois de alguns anos colocando tudo no Facebook, voltei.

Sem dúvida alguma o Facebook é o meio mais fácil, onde estão todos os amigos e conhecidos, dá pra curtir, comentar, etc., mas hoje vejo o Facebook como algo mais informal, em que muitas vezes às pessoas não querem saber o que você pensa sobre o novo prefeito da cidade, sobre a Lava-Jato ou qualquer assunto que não lhes agrade. Com isso em mente, voltei para cá. Com certeza o alcance será menor, mas tudo bem, o que eu quero mesmo é escrever, com a liberdade de quem gosta, sem se importar muito com o “ibope”.

Em breve vou falar sobre o Doria, sobre o Teori, Moro, sobre os pichadores, a direita, a esquerda, sobre o meu Corinthians, os esportes que tanto gosto, meus desafios pessoais, e tudo mais que me interesse. Como sempre, espero que alguns desses assuntos também desperte o interesse em vocês, caros leitores.

Um abraço e até a próxima.
BM

Não se faça

As pessoas tem uma certa necessidade de aprovação, de aceitação. Precisam provar para alguém, em determinado momento, que são bons em alguma coisa, ou simplesmente precisam mostrar ao mundo que são inteligentes, bonitas, bondosas, caridosas, importantes, animadas, felizes, etc. Acredito que aí está o problema.

As pessoas que realmente possuem qualidades não precisam de nada disso, elas simplesmente fazem as coisas sem tentar vender a imagem dos seus atos, sem querer parecer algo melhor e maior simplesmente porque isso não se justifica. Hoje vejo pessoas se vendendo como se quisessem mostrar ao mundo que são boas para que alguém goste delas, é patético e lamentável ao mesmo tempo.

Não gosto de quem precisa de aprovação, não gosto de quem tenta se vender a todo custo, é a velha história do doador que não quer se identificar ou que pede para que o nome não seja publicado. Isso sim é ser maior, ser melhor. Vejam bem, é diferente comemorar um bom momento do que vendê-lo, vangloriar-se ou expôr isso como se fosse um feito homérico.

Afinal, sobre o que é tudo isso?

Não consigo evitar ou esconder uma certa empolgação, mesmo com as situações adversas que passei, todos os problemas e tombos que já levei, me nego a ser paciente ou racional em um momento como esse. As vezes parece ser mais um teste, como se eu tivesse que passar mais uma vez por um, porém, sempre segui o coração e assim o farei novamente. Apenas o tempo vai dizer se eu estou certo ou errado no meu palpite, mas o único jeito é tentando. Para isso, preciso acreditar, me agarrar em uma oportunidade que sei que está cada vez mais difícil de conseguir. É como uma música que arrepia os pêlos e que toca o coração, você não pode pará-la, deve escutá-la até o fim.

A hora certa para agir

Mais difícil do que fazer um pronunciamento informal, irracional e fora dos padrões, é saber manter-se calado sob pressões praticamente insuportáveis. Quando se exerce um posição de alto nível hierárquico, é necessário medir seus atos, principalmente em momentos de apreensão, muitas vezes perdemos o controle e deixamos os sentimentos aflorarem, sem qualquer filtro ou “second thoughts”. O que vemos hoje, principalmente em países de terceiro mundo, é um despreparo funcional, ou seja, governantes sem articulação ou o mínimo de preparo para exercerem suas funções principais, muitas das qual a maioria de nós não está preparado para exercer. Porém, lá estão, e exatamente por isso devem se preparar para tal função, ou deveriam.

Quando não se sabe a hora certa de agir ou de recuar, coloca-se em risco não apenas uma reputação, mas a situação de uma nação, de um país. Atualmente, no Brasil, falamos em Impeachment ou impugnação de um mandato, porém, a grande maioria sequer conhece os procedimentos e as consequências de tal ato, eu mesmo, por exemplo, não tenho profundo conhecimento. Porém, busco me informar e acompanhar os fatos para que eu possa pelo menos opinar, ou saber a hora certa de agir, já que não posso cometer em minha vida, proporcionalmente, os mesmo erros que os que estão no comando cometem diariamente.

Quando eu tocar o céu

A chuva era forte e o dia tornara-se noite. As luzes se acenderam para iluminar a esperança de todos, para que o bem prevalecesse, para que a tormenta fosse breve, branda como o vento que a trouxe. Mesmo quando as primeiras gotas de chuva escorreram sobre seu rosto delicado, era possível perceber o período de escuridão que iniciava-se, amedrontando as almas mais experientes, alimentando a fúria dos deuses da morte e da guerra. Todos desistiram de seguir rumo a luz, não era mais possível alcançá-la, porém, sempre acreditei que o mesmo Deus que trouxe a tempestade a levaria no momento certo, gratificando à todos. Sempre imaginei o dia em que vou tocar o céu, que meus pecados serão perdoados, meus desejos realizados, e que eu finalmente encontre a paz merecida. Nunca pensei nos dias de tormenta, apenas nos dias ensolarados, todos aqueles que passei e que ainda passaria ao seu lado, era tudo que sempre quis, tudo que sempre desejei. No fim, a força de vontade e meu instinto me fizeram ouvir os conselhos dos deuses, para que eu tivesse calma, sabedoria, e que assim, eu conquistaria todos os meus objetivos. Ao analisar minhas conquistas, apenas uma me faz ter orgulho de todas as outras, você. Hoje sei, que posso tocar o céu mesmo com os pés firmes em terra.

Terra de ninguém

Abandonamos nossas terras, fugindo de uma batalha por certo perdida. Fugimos da morte e da vergonha com a humildade de um antigo fazendeiro. Não pudemos suportar a violência e truculência dos invasores, que com suas espadas e machados mataram todos que algum dia se opuseram ao seu comando. A arrogância dos reis pode ser percebida nas terras mais distantes, porém, seus exércitos devem ser temidos e respeitados. Não há vergonha em morrer no campo de batalha, mas também não há vergonha em fugir para salvar vidas de inocentes que não podem lutar. Algum dia, vamos nos reerguer e voltaremos para nossa casa, partiremos da terra de ninguém em que hoje vivemos para reconquistar o que nos foi dado pelos deuses.

Voando com o vento

Senti a brisa soprar no rosto, quando a olhei, notei seus lindos cachos ao vento. Ela sorria com uma felicidade leve, branda, como se aquele momento fosse mágico, único. Para mim era. Minha felicidade era completa ao observar aquela cena, minha mulher feliz fazia meu coração bater forte, acelerado. Será que ela fazia ideia de todas as emoções que se passavam em meu corpo naquele momento? Talvez sim, pois eu sempre fiz questão de mostrar e demonstrar meu amor e admiração por ela.

Naquele momento em que seus cabelos pareciam não se aquietaram, meu coração se comportava da mesma maneira, e me sentia como se eu mesmo estivesse voando com o vento, que soprava leve, trazendo amor e alegria. Não poderia imaginar que eu era mesmo que estava ali, vivendo aquele momento. Parecia um sonho. Sim, foi um sonho, do qual não quero despertar, quero continuar sempre voando com o vento.